1. Conceitos Fundamentais
Rampas curvas combinam inclinação longitudinal e curvatura horizontal, exigindo cuidados para garantir conforto, segurança e estabilidade. Além da gravidade, surge a força centrífuga que tende a “empurrar” o usuário ou veículo para fora da curva. Para compensar essa força usamos:
- Superelevação (e): inclinação transversal da rampa em direção ao centro da curva.
- Atrito lateral (f): resistência entre o piso e o calçado ou pneu.
- Elementos de transição: curvas de raio variável (clotoides/espirais) que suavizam a entrada e saída da curva, evitando mudanças bruscas na aceleração centrífuga.
2. Parâmetros e Normas Técnicas
Em projetos de rampas urbanas ou de edifícios, normalmente adotamos as diretrizes da NBR 16519 e recomendações de órgãos de infraestrutura:
- Velocidade de projeto (V): em km/h, definida conforme o tipo de acesso.
- Superelevação máxima (e): 2 % a 8 % (0,02 a 0,08).
- Coeficiente de atrito lateral (f): 0,12 a 0,20 para revestimentos secos.
- Ângulo de deflexão (A): mudança de direção da rampa, em graus.
- Raio mínimo de curvatura (R): calculado para equilibrar forças centrífuga, superelevação e atrito.
3. Dimensionamento de Curva de Raio Constante
O raio mínimo R para que não haja derrapagem satisfaz:
$R = \frac{V^2}{127\,(e + f)}$
onde:
- V é a velocidade em km/h;
- e é a superelevação (decimal);
- f é o coeficiente de atrito lateral.
4. Elementos de Transição (Clotoides)